O Espírito do Senhor, que guia a Igreja em sua peregrinação terrena, suscita em cada tempo homens de fé, zelo e virtudes para conduzirem o rebanho do Senhor e para desempenharem missões específicas que sirvam à unidade, à comunhão e ao bem de todo o povo de Deus.
Ao longo de vosso ministério sacerdotal, temos acompanhado, com alegria paterna, vosso incansável serviço à Igreja de Roma, vossa fidelidade ao Evangelho e vossa dedicação à missão apostólica. Tais dons e virtudes, amadurecidos pela graça de Deus, tornaram-vos apto para assumir uma nova e elevada responsabilidade, que agora, em Nome de Cristo e com a Autoridade Apostólica, vos confiamos.
Com a plenitude de Nossa Autoridade, decidimos NOMEAR-TE Núncio Apostólico no Brasil, enviando-vos como representante da Sé Apostólica àquela amada Nação, a fim de promover a comunhão entre a Igreja Particular do Brasil e esta Sé de Pedro, e de testemunhar, com palavras e obras, o cuidado pastoral e a solicitude universal do Sucessor de Pedro para com toda a Igreja.
Devido às necessidades pastorais e diplomáticas que urgem nesta missão, estabelecemos que não exercereis o ofício episcopal na Diocese de Roma, mas que assumais prontamente vossas responsabilidades na Nunciatura Apostólica no Brasil. Determinamos ainda que vossa sagração episcopal ocorra em Roma, como sinal da íntima comunhão com esta Sé Apostólica, devendo partir para o Brasil no prazo máximo de cinco dias após a recepção da plenitude do Sacramento da Ordem.
"Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21): estas palavras do Senhor, que ressoam com força na vida de todo discípulo e missionário, devem acompanhar-vos nesta nova missão. Chamado a ser embaixador de Cristo e da Igreja, sede um sinal vivo da unidade eclesial, da proximidade pastoral e da caridade evangélica entre os povos e os pastores do Brasil.
Amado Filho, invocamos sobre vós a graça abundante do Espírito Santo, para que vossas palavras sejam portadoras de paz, vosso exemplo seja de edificação para os fiéis, e vossas ações expressem a ternura do Bom Pastor. Que a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, vos acompanhe e vos inspire nesta nobre missão.
Documento devidamente arquivado pela Casa Pontífica, passado pelo Prefeito Dom Flávio Wojtila.
T: Amem.
O diácono diz:
Levantai-vos.
Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo sagrante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
C. Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e, jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.
A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo sagrante principal, possa claramente ser ouvida.
Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja em toda a parte, como vosso templo, para gloria e perene louvor do vosso nome.
O Bispo sagrante principal, continua sozinho:
O Bispo sagrante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:
C. Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.
O Bispo sagrante principal, põe o anel no dedo anelar da mão direita do Bispo ordenado, dizendo:
C. Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.
Em seguida, o Bispo sagrante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:
C. Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.
Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.
T: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do Seu Nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
C: Senhor, ao celebrarmos os divinos mistérios, nós vos pedimos que o Espírito Santo infunda em nós aquela luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo para proclamar sempre a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
CP: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, suplicantes, vos rogamos e pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que aceiteis e abençoeis ✠ estes dons, estas oferendas, este sacrifício puro e santo, que oferecemos, antes de tudo, pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra, em comunhão com o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N., e todos os que guardam a fé católica que receberam dos Apóstolos.
AS: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!
1C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fé e a dedicação ao vosso serviço. Por eles nós vos oferecemos e também eles vos oferecem este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, Deus eterno, vivo e verdadeiro, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.
AS: Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos!
2C: Em comunhão com toda a Igreja, celebramos em primeiro lugar a memória da Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, a gloriosa sempre Virgem Maria, a de seu esposo São José, e também a dos Santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião), e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. (Por Cristo, nosso Senhor. Amém).
AS: Em comunhão com os vossos Santos vos louvamos!
CP: Aceitai, ó Pai, com bondade, a oblação dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém).
CC: Dignai-vos, ó Pai, aceitar, abençoar e santificar estas oferendas, recebei-as como sacrifício espiritual perfeito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e ✠ o Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
AS: Enviai o vosso Espírito Santo!
CC: Celebrando, pois, a memória da bem-aventurada paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício puro, santo e imaculado, Pão santo da vida eterna e Cálice da perpétua salvação. Recebei, ó Pai, com olhar benigno, esta oferta, como recebestes os dons do justo Abel, o sacrifício de nosso patriarca Abraão e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedeque.
AS: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
3C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz. A eles, e a todos os que descansam no Cristo, concedei o repouso, a luz e a paz. (Por Cristo, nosso Senhor. Amém).
AS: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!
4C: E a todos nós pecadores, que esperamos na vossa infinita misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e de todos os vossos Santos. Por Cristo, nosso Senhor.
CP: Por ele não cessais de criar e santificar, vivificar, abençoar estes bens e distribuí-los entre nós.
C: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
T: Amém!
C: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
T: O amor de Cristo nos uniu.
T: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
C: Eu sou o pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão viverá eternamente. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
Inclinai-vos para receber a bênção.
O Bispo sagrante principal estende as mãos sobre o Bispo ordenado a sua frente, e sobre o povo, dizendo:
C: Que Deus te abençoe e te guarde, e assim como de fez pontífice de seu povo, conceda-te ser feliz nesta vida e participar da eterna felicidade.
T: Amem.
C: Conceda-te governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
T: Amem.
C: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a tua orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se contigo na comunidade dos santos.
C: E a todos vós aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso.
Pai e Filho e Espírito Santo.
T: Amem.
C, Cc ou Diac: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. (No tempo Pascal acrescenta-se oAleluia, Aleluia.)
